13 de ago de 2008

(...)

Nunca entendi porque a maioria das pessoas
prefere matar e enterrar o passado. Se um dia precisasse me despedir do meu,
tenho certeza de que não conseguiria respirar o futuro. A minha infância é
mais
do que uma fase bonita. É um remédio. Nesses dezessete anos de vida, já
conheci
todos ou quase todos os conflitos que uma pessoa pode ter de
enfrentar. Claro
que ainda sou jovem. E por mais que eu sinta a minha vida
sendo abreviada a cada
minuto, posso ainda estar aqui quando outros
problemas me alcançarem. Dez anos
me separam da atmosfera mais cálida que já
senti até hoje. O mundo era do
tamanho de uma bolinha de gude. Não tinha
terremotos, vulcões, tiroteios,
dengue, cartões corporativos ou fome. O
planeta fervia tanto quanto ferve agora,
mas eu não via e nem queria ver.
Enquanto eu plantava feijões no algodão ou
passava trotes nos vizinhos, lá
fora, as coisas já começavam a ser destruídas.
E hoje, quando olho as carcaças
e ruínas que sobraram daquele tempo, dói. Mas ao
mesmo tempo me sinto
aliviada. Eu consegui ser criança. O mundo e o homem não me
fizeram menos
menina do que eu merecia ser...

4 comentários:

dhdotur disse...

passado tem que ser visto com ressalvas...
nada de melacolia frustrada. Eu sinceramente gostaria de enterrar pelo menos uns 4 anos da minha vida, mas não fico chorando por ae.

Kenny disse...

Tenho que te diser uma coisa:
Sabe eu sempre leio teu blog, e nossa, eu acho máximo, eu sempre entro aqui para comentar, mas eu nunca consigo chegar a altura do seu post -.-
Parabéns

tati.loureiro - )O( disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
tati.loureiro - )O( disse...

Akele texto pe meu mesmo!!
Todos são! ( a não ser akele que tem 3 frases suas, é meu mas contem 3 frases suas ¬¬ )
A não ser o segundo! Eu o recebi por depoiemnto no orkut e resolvi colokar!