26 de fev de 2008

Asfalto

Não são só lendas urbanas
Carregadas
de mediocridade
Ela é mundana e sagaz
Tem olhos de vidro e teto de sal
Estoura os fígados,
Vigia a morte.
As palavras mais infelizes
São por ela argumentadas.
Cemitérios,livros,garrafas jogadas
Aspirante a junkie
Depressiva e irresponsável.
A música não
pára nunca
A cabeça gira em torno do mundo
É como se o espelho
reclamasse
Junto aos objetos e cigarros.
Os prazeres não existem mais
Os vestígios também não.
Está tão sumida.
Onde ela está?
Nunca
teve os braços tão vazios
Lágrimas tão nervosas.
Houve descuidos e
tropeços
E o caminho ficou marcado
As pessoas ficaram
marcadas
Ela sabe,
Sempre soube.
Regressar...

Um comentário:

Daniel disse...

unn... esse ficou massa!
Nem parece vc... ficou pesado, denso.

Agora é esperar pra ver se a rapeize não vai sacanear mais né!?
Bjo bebê