24 de fev de 2008

Loser

Eu odeio soluçar freneticamente.
Juro que se tivesse um namorado, ligaria pra ele e o mandaria pro inferno, por não estar comigo agora.
Às vezes a minha impulsividade me ajuda a estragar ainda mais a minha vida imperfeita. Sabe como é?
Não, não sabe.
É ridículo!
Todo mundo pensa que entende as pessoas, que conhece cada sensação e está sujeito a toda presepada.
Na verdade somos muito inúteis quanto a isso.
Principalmente eu, por não ter sequer palavras que me façam justiça, quando eu tenho toda a razão em abrir a boca ou o bloco de notas.
Eu odeio ter certezas, às vezes.
Odeio sentir que sim, sou errada em acreditar e estou enganada por metade das pessoas que me passam confiança.
Um golpe e estou no chão.
Não que eu me importe em sair correndo de uma sala, chutando as cadeiras e batendo as portas como uma atriz em desespero.É divertido, confesso.
Mas eu não tenho mais pra onde correr.
Se eu pular a janela, vou dar de cara com o asfalto sujo e tenho certeza que não quero ser mais uma.
Eu já sou um peso.
Mesmo depois de tantos anos, é como se ninguém tivesse se acostumado com a minha presença.
A impressão que fica, é que a minha voz soa como uma ofensa e os meus murmúrios, como as lamentações mais insuportáveis.
Eu posso parecer idiota, e sou. Mas eu me pergunto se vale a pena.Se um dia vou fazer falta, se realmente as pessoas pensam em mim quando estão sozinhas.
Queria poder vê-las quando eu não estiver mais aqui.
Deus, que noite terrivel é essa?

Um comentário:

Daniel disse...

Eu já me fiz essas perguntas algumas milhares de vezes...
E eu penso em vc não só qnd estou sozinho.

Enfim... o rsto de falo via, msn
bjo bb... e estou sempre aqui nesse mundinho pra te ajudar no que precisar