27 de jan de 2008

Meio completo

Meia noite.
Meia Lua.
Meio copo de suco.
Meia música.
Meias nos pés.
Meio frio.
Meia luz...
Mas me sinto completa.
Estou bem.
Estou feliz por vocês.
Estou satisfeita por mim.
E por essas noites perfeitas, pagarei carinho.
Por essas altas risadas, mais risadas e mais carinho.
Eu ainda preciso disso.
Quando a gente junta os pedaços, é sempre necessário...
E para onde ia aquele vento?
Ninguém podia responder.
Ninguém queria entender.
Todos queriam, todos sentiam... vontades e verdades.
Era prático e prazeroso.
Talvez, fosse absolutamente, o nosso tudo.
Porque tinha o frio, com o vento desesperador.
Porque tinha a Lua em meio aquelas nuvens feias.
Porque tinha gente, tinha tanta gente nas ruas.
E as ruas, estavam vazias de máquinas.
Elas estavam frias,as máquinas.
E as pessoas, aquecidas com a agitação.
Resolvendo os problemas com a multidão ali em volta.
Poderia dizer patético!?
Caprichos melodramáticos reprimidos...
E uma única paixão: A convivência.
Reticências...
Suspiros, e tremedeiras.
Uma noite.
Calculada em números inteiros.
Sem sonhos, sem pesadelos, sem medos.
Relógios esquecidos nos pulsos.
Celulares sem vozes, sem campainha, sem luzes.
Luzes da rua.
Meia Luz...
Música na boca da gente.

Meia música.
A gente quente da rua vazia e fria.
Da rua cheia e quente.
Das pessoas patéticas e contentes...
Inesquecível.

Tangível...
Completo.

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