7 de jul de 2008

BOM TAMBÉM!


Nasci e cresci em uma família simples. Famílias simples, no geral, fazem vaquinha nos finais de semana e bebem pra afogar as mágoas. Aqueles que não tem mágoas, afogam as saudades, as dividas, os medos... Bom, eu disse no geral, mas a verdade é que não sei como são as outras famílias. Imagino que sejam parecidas. Imagino que a maioria goste de uma cerveja bem gelada nos finais de semana, enquanto os assuntos mais grotescos são jogados na mesa da cozinha de alguém, ou então, as fofocas da semana são contadas e trocadas entre tias e tios. Já quis que essa rotina fosse quebrada, e que cada um ficasse na sua própria casa, assistindo ao Domingão do Faustão e cuidando da própria vida. Mas descobri que ficar em casa vendo o Faustão, é praticamente uma tortura, e eu amo muito a minha família pra desejar isso a eles.
Foram elas, as minhas tias, que colocaram na minha boca a primeira gota de cerveja. Faz muito tempo, mas me lembro quando comecei a beber e a agir diferente. Não tem como negar, a bebida transforma, e dependendo da pessoa (no caso eu sou essa pessoa), rola aquela empolgação, que em outras circunstâncias, seria no mínimo bem mais contida. Nunca tomei um porre. Mas não descarto a possibilidade de que um dia isso aconteça. Sou jovem demais, e tendo uma vida toda pela frente, sou capaz de esquecer vários itens, se eu fizer uma lista de coisas que ainda podem me acontecer.
Se é certo, ou errado, depende de cada um. A minha forma de beber, por exemplo, é diferente da forma de beber das minhas tias. Conheço o meu limite. Não adianta nada encher a cara todo dia, se o prazer vai ser substituído por tantos problemas, inclusive de saúde, que podem surgir ao longo do tempo. Sem contar com a ressaca, que é um dos problemas mais precoces, e tira a disposição de qualquer um. Tudo em exagero é prejudicial. É assim até com o chocolate, porque seria diferente com o álcool? Então, se for pra beber demais, vomitar, dar vexame e estragar a sua vida e a vida dos outros, melhor ficar em casa mesmo, assistindo ao Domingão do Faustão...

6 comentários:

Mary West disse...

Taí, gostei a senhorita foi extremamente sincera, aqui no Brasil´eles as vezes tomam atitude rebelde e radicalizam para o oito ou oitenta, mesmo sabendo que nem todo mundo é doido de sair bebendo e dirigir em quase estado de coma. Falta um pouco mais de noção para julgar sem tanta repressão.

l'esprit fabuleux disse...

gostei da sinceridade, eu já bebi, mas bebia pra cair mesmo, pra ficar de porre, hoje parei com isso, minha idéia sobre isso mudou, mas é realmente como você disse em relação aos problemas e afins :B
eu prefiro assistir o faustão (adoooro ele)

te amo :*

Daniel disse...

"Nunca tomei um porre."
!?

sei não
ahuauhauhauha

Nada é pior que ficar em casa vendo faustão...
melhor fica na porta de casa vendo o movimento do nada

bjo, bb

angelinacosta disse...

Domingão do Faustão me deprime. Ir pra casa dos meus tios é muito melhor do que qualquer coisa.

Ainda bem que você não levou um porre ainda. Nem eu. continua se cuidando. Beijão!

Camila disse...

HAHA minha família também é assim, só que ao invés do domingo eles usam a sexta-feira p beber e fofocar na cozinha!

Álcool tem aquele poder de céu e inverno e blá blá blá!

bjinho =)

naaana's blog disse...

falo tudo... 80% das famílias do Brasil são assim...
domingo, aquele churrascão da casa da vó (na minha família é assim), bebendo cerveja, as vezes fumando...
e botando o papo em dia... é geralmente assim!
nunca aconteceu nesses domingos na família ficarem bebados.. não é comum ...
mais mesmo assim pode acontecer!
muito bom seu texto.
beijos ;*