25 de mar de 2008

TERÇA - FEIRA, 25 DE MARÇO

Sonhei. Pra ser mais específica, digo antes dos pequenos detalhes, que sonhei com a minha vida. O caminho que percorria já era velho conhecido; eu descia um morro da cidade, completamente desvairada, prestes a voar por cima dos carros preguiçosos que subiam na minha contra-mão. A adrenalina exalava apenas dos meus lábios e as pessoas que apareciam no meu caminho não tinham olhos nem boca. Eu não acelerava nem diminuía o ritmo dos meus passos ligeiros. Não olhava para os lados, mas podia ver ao meu redor como um farol pode ver toda a praia. Estava com roupas mas me sentia nua e com a alma completamente cinza. O fim estava próximo... Cheguei a outro lugar também conhecido. Um viaduto velho que cheirava a esgoto e animais mortos. Parei diante das grades de proteção e fiquei olhando para baixo por vários minutos, imaginando como seria desabar lá de cima. Sentiria alguma dor? Morreria antes que sentisse o corpo bater no asfalto? Faria machucados profundos, capazes de jogar para fora toda a angustia que eu estava sentindo? Ouvi uma voz que veio do meu lado esquerdo. "Não vou deixar que faça isso! Venha, vamos voltar pra casa (...)". Não fazia idéia de quem era. Também não entendia como podia estar ouvindo a voz de alguém, se todos que passaram diante de mim não tinham olhos e nem boca, logo não podiam falar-me absolutamente nada. Na hora, não tive curiosidade em saber quem queria me tirar daquele lugar, mas depois, quando lá embaixo vi o chão se abrir sobre os pilares do viaduto e contemplei um mar de gente repugnante chamando pelo meu nome; olhei para o lado e vi Um Garoto. Ele tinha olhos, boca, nariz e ouvidos. Era normal mas era completamente diferente dos outros que havia encontrado no morro que desci desesperada. Meu pescoço respeitou minha vontade e não voltei a cabeça para baixo; aquela visão ficou na mente, mas havia alguém ali comigo. Abracei O Garoto e deixei que me levasse, segurando forte as minhas mãos frias e molhadas até em casa. Despediu-se de mim com um beijo na testa e virando todo o corpo para o lado direito da rua, desapareceu devagar. Esvaiu-se. Sumiu. Acordei arrependida... Juro que quero viver!

4 comentários:

- Carolina disse...

Oiiiie ;)
bem li seeeeu post na reviista capricho, leegal ;)
eu tô criando esse bloog agora, sabe.. sempre quis ter um.. tenho muitos textos, mais smp tive vergonha de publicá-los ;s

beeeijos ;*

- Carolina disse...

=) voou vir sempre aqui hein?
beiijos

Nayara Deyse disse...

oiiii
Adorei o seu post na revista tenho a assinatura da revista e sempre que leio o tudo de blog fico querendo criar um pra mim também...resolvir então fazer mais acho que meus posts são hórriveis rsrsrs mais msm assim tow fazendo... se puder dar uma olhadinha lá e me dar algumas dicas... beijossss

Felipe disse...

oieE coisaaaa

achei aonde é que faz comentarios no seu blog. AEEEe

então meu passo sempre aqui para "filosofar" junto com os baratos que você escreve, tu estás de PARABENS [sei que seu niver é só segunda].

Até sabadão.
bjoOs BruninhaZinha qrida